A atribuição de cheques-dentista personalizados, que surgiu em Março de 2008, tem vindo a permitir o acesso aos cuidados preventivos e curativos prestados por profissionais especializados. Pode consultar quais os médicos aderentes em www.saudeoral.min-saude.pt, bem como nos centros de saúde.
Desde a data de lançamento já aderiram ao programa 3.135 médicos dentistas. O primeiro cheque é atribuído no centro de saúde pelo médico de família, sendo os restantes dois emitidos no consultório do médico dentista aderente, de acordo com as necessidades de tratamento dos doentes.
As mulheres grávidas podem receber até três cheques-dentista por gravidez, no valor global de 120 euros. A execução dos tratamentos deve ser concluída até 60 dias após o parto. Os idosos podem receber até dois cheques-dentista, por período de 12 meses, no valor global de 80 euros.
Entre Maio de 2008 e 31 de Agosto de 2009, foram emitidos 78.247 cheques-dentistas para grávidas e 12.113 para idosos.
Este ano passaram a ser abrangidas pelo programa as crianças e jovens de 7, 10 e 13 anos. Tratam-se de grupos prioritários que começaram a receber cheques-dentista para tratamento de cáries activas ou de situações patológicas em dentes temporários. Entre o final de Março e 31 de Agosto foram emitidos 240.026 cheques-dentista para este grupo.
Apesar das mudanças que o programa tem vindo a sofrer, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas mencionou no passado dia 12 de Setembro que deve ser feito um alargamento dos cheques-dentista a diabéticos e a mais crianças (dos 3 aos 16 anos).
Em declarações à TSF, Orlando Monteiro da Silva defendeu também o pagamento a tempo e horas destes cheques, bem como o aumento do valor dos mesmos de 40 para 50 euros. «Tem de haver maior celeridade dos pagamentos aos médicos dentistas. Estão a haver alguns atrasos. Temos combinado o pagamento ao final de um mês e há várias administrações regionais de saúde que se atrasam bastante e que chegam aos dois, três e mais meses de atraso no pagamento», acrescentou.
Manuel Pizarro, Secretário de Estado da Saúde, disse no mesmo dia à TSF que concorda com a ideia de alargamento dos cheques-dentista. «Julgo que algum acerto poderá ser feito ano após ano pois se esse valor foi encontrado para 2008 faz algum sentido que haja um acerto progressivo quanto mais não seja que compense a modificação do custo das matérias-primas e do custo inerente à actividade», concluiu.


