No próximo dia 28 de abril, às 17 horas, decorrerá um webinar intitulado “Desenvolvimento sustentável e cuidados dentários. Uma abordagem sueca e porquê dar hoje o primeiro passo”, com o médico dentista Sanjay Haryana.
Este webinar tem como objetivo partilhar algumas dicas, conselhos e inspiração para ajudar os profissionais a regressarem ao local de trabalho com um pensamento mais “verde”.
A inscrição na plataforma educativa do DirectaDentalGroup é gratuita e os participantes terão a oportunidade de fazer perguntas sobre o tema, além de ganharem um crédito de formação contínua, respondendo a um questionário após a palestra.
Até ao momento do coronavírus, uma das preocupações em vários setores era o desenvolvimento sustentável. Sanjay Haryana procurará explicar de que forma a profissão de dentista poderá evoluir para uma mentalidade e uma abordagem mais ecológica quando a maioria dos artigos são de utilização única, além de produzir uma grande quantidade de resíduos.
“Penso absolutamente que a indústria dentária está pronta para avançar numa direção mais verde, mas temos de estar conscientes de que os domínios dentário e médico irão e deverão avançar lentamente. Somos responsáveis pela segurança do paciente e temos de proporcionar um certo nível e qualidade de tratamento. Acredito que podemos começar a trabalhar nos ambientes em torno das salas de tratamento e esterilização. O que podemos fazer na frente de casa? Poderíamos ficar sem papel, enviando por e-mail planos de tratamento de pacientes e reutilizar ou reciclar itens, desde que isso não prejudique o controlo das infeções e a qualidade dos cuidados”, explica o médico dentista ao Dental Tribune International.
Sobre a questão da pegada ecológica, Sanjay explica que a “sustentabilidade é um assunto complicado” e com “mensagens contraditórias”.
“Uma opção renovável não significa que tenha uma pegada de carbono baixa; o bambu versus plástico é uma questão complexa, e o bambu não é muitas vezes um material adequado para utilização na medicina dentária. Além disso, as opções autoclaváveis nem sempre são melhores do que as descartáveis”, acrescenta.


