Miguel Reis, do Movimento de Médicos com CIT, referiu à Lusa que a indignação “está a crescer de dia para dia, como provam os 800 médicos que já fazem parte de um grupo criado numa rede social”.
Em causa está uma proposta do OE para 2012, segundo o qual “os níveis retributivos, incluindo suplementos remuneratórios, dos trabalhadores com contrato de trabalho no âmbito dos estabelecimentos ou serviços do SNS com a natureza de entidade pública empresarial não podem ser superiores aos correspondentes trabalhadores com contrato de trabalho em funções públicas inseridos em carreiras gerais ou especiais”.
Segundo Miguel Reis, “são cerca de seis mil os médicos com CIT que, graças a esta modalidade contratual, auferem vencimentos mais elevados do que os trabalhadores da função pública”, acrescentando que “pode tornar-se mais vantajoso abandonar o SNS e procurar outras saídas profissionais, seja no privado ou fora de Portugal”.


