Os investigadores utilizaram modelos animais de cancro do pâncreas para identificar genes que aceleravam o crescimento deste tumor. Os cientistas conseguiram identificar os genes supressores de tumores que, em condições normais, protegem contra o desenvolvimento do cancro. Estes genes podem ser vistos como “travões” que, quando danificados, não conseguem impedir a multiplicação descontrolada das células. Para os investigadores, este gene pode estar inativo em cerca de 15% dos cancros do pâncreas.
Um dos genes que impede a divisão descontrolada – USP9x – estava inativo em algumas células tumorais pancreáticas. Os investigadores identificaram que a inativação deste gene era provocada pela ligação de moléculas ao USP9x, que permitiam que as células tumorais ficassem protegidas das defesas do organismo, tornando-as mais agressivas e com uma maior capacidade de se disseminar rapidamente. Uma das autoras do estudo, Julie Sharp, revelou que “estes resultados levantam a possibilidade de estarem a surgir uma nova classe de fármacos promissores para o tratamento de certos tipos de cancro do pâncreas”.


