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Bastonário defende alargamento da formação académica dentária

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O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) defendeu que o curso que forma os profissionais nesta área da saúde deve voltar a ter seis anos, contrariando assim as disposições de Bolonha. Na sua página do Facebook, Orlando Monteiro da Silva deu inclusive a conhecer duas propostas concretas: “retomar o 6º ano em medicina dentária ou um período de internato clínico a seguir ao 5º ano e um planeamento adequado da parte do Estado da formação de médicos dentistas, tal como a Ordem dos Médicos Dentistas tem vindo a pugnar de há muitos anos a esta parte”.

“Com Bolonha perdeu-se um sexto ano, importantíssimo em termos de experiencia clínica e de integração dos médicos dentistas no mercado de trabalho”, sublinhou o Bastonário, citado pelo jornal i. “É crescente o consenso dentro da profissão e das faculdades de medicina dentária”.

Orlando Monteiro da Silva criticou ainda o facto de Portugal ter sido “demasiado lesto” a adotar a declaração de Bolonha, “particularmente na área da saúde e da medicina dentária”. Revelando que em breve, em Coimbra, a OMD vai discutir a questão com o secretário de Estado do Ensino Superior, o bastonário admitiu que desse encontro poderá “sair um documento oficial a solicitar o sexto ano”. “Vários países europeus estão a seguir esta linha e nós não podemos ficar para trás nesta matéria”, recordou.

Orlando Monteiro da Silva falava, em Penafiel, à margem de um congresso da Sociedade Científica GIRSO, promovido pela Cooperativa de Ensino Superior, Politécnico e Universitário (CESPU), que reúne algumas dezenas de especialistas de saúde oral de vários países europeus.

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