O organismo tem estado atento às iniciativas das organizações nacionais e internacionais de técnicos de prótese dentária no sentido de alargar o âmbito das funções profissionais dos técnicos de prótese dentária, que tentam assegurar o direito à prática independente, incluindo a prestação direta de cuidados aos doentes sem a supervisão de um médico dentista.
A ERO-FDI, de acordo com a Declaração Política da FDI sobre Técnicos de Prótese Dentária, adotada em 1998 e revista em 2007, opõe-se a estas iniciativas e chama a atenção das autoridades e da população para o facto da “medicina dentária ser uma área complexa da medicina e de serem necessárias qualificações profissionais completas para prestar cuidados de saúde oral”.
Assim, os membros da equipa de saúde oral devem trabalhar sob a supervisão do médico dentista, seguindo as suas indicações e especificações. Os técnicos de prótese dentária fabricam as próteses e outros dispositivos de acordo com a prescrição do médico dentista. “Estes dispositivos fazem parte de um plano de tratamento dentário cuidadosamente elaborado, que exige um diagnóstico correto, para o qual o técnico de prótese dentária não está qualificado”.
A ERO-FDI apela às autoridades de saúde na Europa que tenham este facto presente e que separem devidamente as funções e responsabilidades dos profissionais de saúde oral.


