Concebida por investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, esta nanopartícula pretende prevenir os efeitos secundários associados à quimioterapia.
Além de “matar as células cancerígenas”, a nanopartícula para o tratamento do cancro da mama distingue-se por aniquilar “os vasos sanguíneos que alimentam o tumor, evitando reincidências”, referiu João Nuno Pereira, um dos investigadores do projeto.
A nova nanopartícula é “revestida por um polímero que a torna invisível ao sistema de defesa do organismo” e, na extremidade desse polímero, possui uma espécie de “chave” que permite “abrir apenas as “portas” das células cancerígenas e das células que revestem os vasos sanguíneos tumorais”, salientou o investigador.
Ao entrar no interior das células afetadas, “a nanopartícula liberta o conteúdo, disponibilizando uma grande quantidade de fármaco num curto período de tempo que, além de matar as células cancerígenas, destrói também os vasos sanguíneos do tumor”, salientou o investigador. João Nuno Moreira acredita ser possível iniciar os testes clínicos do novo produto dentro de três anos e o medicamento chegar ao mercado quatro anos depois.


