Em dezembro do ano passado, uma jovem entrou com uma ação em tribunal por ter sofrido um acidente cardiovascular cerebral que considerou estar relacionado com a toma daquela pílula. A queixa levou à abertura de uma investigação preliminar.
A Agência de Segurança Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (ANSM) francesa anunciou que a Diane 35®, assim como os seus genéricos, irão ser alvo de uma “análise específica” e um “relatório completo”..
No dia 11 de janeiro, a ministra da Saúde francesa, Marisol Touraine, pediu à União Europeia que limitasse a prescrição de pílulas anticoncepcionais de terceira e quarta geração e anunciou que a França iria adotar um mecanismo para limitar o uso desses anticoncecionais. O apelo surgiu depois de a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) ter divulgado um comunicado no qual assegurava que as mulheres que usam as pílulas de última geração não tinham qualquer motivo para pararem de usar o medicamento.
A Sociedade Portuguesa da Contraceção (SPC) defendeu que as pílulas contracetivas são dos medicamentos “mais estudados” e que não existem razões para as mulheres deixarem de a tomar. A evidência científica é de que o risco de tromboembolismo venoso nas mulheres que não utilizam a pílula é de quatro ou cinco casos para cada 10 mil mulheres em idade reprodutiva e nas utilizadoras de pílula é de nove ou dez em cada dez mil, segundo informações avançadas pelo SPC.


