“Por enquanto não há uma forma aceitável de medir a dor e outras emoções, além de perguntar a uma pessoa como ela se sente”, diz Tor Wager, coordenador do estudo, que foi publicado no periódico The New England Journal of Medicine.
A imagem do cérebro mostra do padrão neurológico da dor física. Os autores do estudo realizaram exames de ressonância magnética em 114 voluntários, ao mesmo tempo que estes eram expostos a diversos níveis de calor nos antebraços.
A temperatura ministrada foi de moderada a quente. Os sinais encontrados nos cérebros dos participantes quando estes sentiam dor eram transferíveis entre diversas pessoas, permitindo aos cientistas perceber a dor que cada indivíduo estava a experienciar com um grau de exatidão de cerca de 90%.
Segundo os investigadores, embora os estudos anteriores apontassem que a atividade mental diante de uma desilusão amorosa seja semelhante à de uma pessoa que experimenta a dor física, o novo trabalho mostrou que esse padrão cerebral de dor somente é válido para a dor física, e não emocional.


