Uma diabetes bem controlada está normalmente associada a menos doenças da gengiva e a um menor risco de progressão de doenças deste tipo, no entanto um estudo agora realizado por investigadores da Universidade de Nova Iorque junto de 500 pessoas com diabetes revela que pode não ser bem assim.
Os 500 pacientes foram divididos em dois grupos: o primeiro realizou tratamentos orais comuns, como a remoção de tártaro e tratamentos para as doenças das gengivas três e seis meses depois do primeiro tratamento, e o segundo grupo recebeu apenas tratamentos para as doenças das gengivas.
Seis meses depois, as pessoas do primeiro grupo demonstraram melhorias nas suas doenças gengivais, no entanto não houve diferenças no controlo dos níveis de açúcar no sangue entre os dois grupos.
De acordo com os investigadores, estes resultados demonstram que os “tratamentos não cirúrgicos das doenças gengivais não melhoram os níveis de açúcar no sangue de pessoas diabéticas”. Gerald Bernstein, diretor do Programa de Educação para a Diabetes, do Beth Israel Medical Center, em Nova Iorque, referiu que “as doenças das gengivas requerem outro tipo de intervenções para remover placa e micro infeções, que não se resolvem facilmente apenas com escovagem”. O que é importante é perceber como a inflamação ligada às doenças das gengivas está relacionada com outras inflamações cardíacas.


