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Descoberta ligação entre perda dentária e três tipos de cancro

Descoberta ligação entre perda dentária e três tipos de cancro

Uma forte ligação entre a perda dentária e o risco acrescido de desenvolvimento de cancros do esófago, da cabeça e pescoço e pulmão foi descoberta por uma equipa de investigadores japoneses, noticiou o “Medical News Today”.

Na edição de Maio da revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention”, os cientistas do Aichi Cancer Center e da Nagoya University Graduate School of Medicine sugerem que a inflamação e infecção bacterianas resultantes de uma deficiente higiene oral que têm como consequência a perda dentária, podem conduzir ao desenvolvimento daqueles três tipos de cancro.
«A perda dentária é uma consequência comum da infecção crónica bacteriana que pode desempenhar um importante papel em termos da patogénese do cancro», explicou o autor do estudo, Akio Hiraki, investigador do Aichi Cancer Center.
Os cientistas começaram por medir as taxas de 14 tipos de cancro, bem como as taxas de perda dentária de 5.240 pacientes japoneses e, posteriormente, compararam estas últimas com as taxas de 10.480 indivíduos sem patologia cancerígena.
Os resultados indicaram que as pessoas que sofriam de perda dentária apresentavam mais 136% de hipóteses de desenvolver cancro do esófago, um risco acrescido de 68% de desenvolver cancro da cabeça e pescoço e 54% tinha mais probabilidades de desenvolver cancro do pulmão.
Os investigadores concluíram que a taxa de desenvolvimento de cancro aumentava proporcionalmente em relação ao número de dentes perdidos.
Os cientistas apuraram igualmente que o género e a idade dos indivíduos afectavam a ligação entre a perda dentária e o risco de cancro, sendo que no que respeita aos cancros do esófago, da cabeça e pescoço, verificou-se uma ligação clara entre perda dentária e risco acrescido desta patologia entre as mulheres e pacientes com menos de 70 anos, em oposição aos homens e pacientes mais velhos.
Por conseguinte, os investigadores sublinham a necessidade de adopção de uma alimentação saudável e de uma boa higienização oral, factores indispensáveis para uma boa saúde geral.
«A cavidade oral estabelece uma ligação entre o ambiente exterior e o trato intestinal, actuando a nível da ingestão e digestão alimentar» e, por outro lado, «a higiene oral afecta de forma potencial a flora intestinal e o status nutricional que pode ter implicações no desenvolvimento de uma doença crónica», acentuaram os investigadores.

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