De acordo com o diretor da Faculdade de Medicina Dentária, João Aquino Marques, o Tribunal de Contas considerou “não estar em causa a qualidade dos serviços prestados”, no entanto a clínica deve “observar as normas e boas práticas aplicáveis às entidades públicas e às atividades prosseguidas.”
João Aquino Marques refere que a Clínica Externa da faculdade não é uma unidade privada que requeira licenciamento por parte do regulador da Saúde, tendo por isso funcionado nos últimos dez anos como “extensão do serviço da universidade”.
A clínica da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa emprega 60 pessoas, das quais 42 médicos dentistas, e é responsável por 20 mil consultas anuais, sendo responsável por um acréscimo de 50% às 45 mil consultas realizadas pela faculdade. O seu fecho também significa o fim da “única consulta no setor público para adultos com necessidades especiais”.
“Quando o Tribunal de Contas diz que a clínica não prova que somos autossuficientes, a prova é que nunca pagámos dos nossos bolsos os salários. E gastamos 400 mil euros em material clínico. Temos de fazer das tripas coração para isto. Cometemos esta ilegalidade que o TC aponta e somos penalizados por isso”.


