De acordo com o “NewsWise”, os investigadores analisaram, ao longo de dez anos, 132 pacientes vítimas de AVC, sendo que 23 tinham apneia obstrutiva do sono e 28 apneia do sono central.
Aqueles com um índice de 15 ou mais de apneia-hipopneia obstrutiva tinham 76% de probabilidades de morrer mais cedo. Os que tinham uma apneia-hipopneia mais ligeira, com um índice de 10, possuíam também um elevado risco de morte prematura.
«Estas descobertas são particularmente interessantes, porque a apneia obstrutiva do sono é uma condição tratável», afirmou Karl Franklin, que liderou a equipa de cientistas do University Hospital, em Umea, na Suécia.
De acordo com Franklin, os pacientes com apneia do sono central tinham tendência a apresentar um risco mais elevado de morte prematura, mas ao contrário daqueles com apneia obstrutiva do sono, aquele risco não era independente de danos.
Em suma, estas descobertas evidenciam a importância de testes clínicos em pacientes com historial de AVC e que sofram de apneia obstrutiva do sono, para se perceber se o tratamento da desordem aumenta o tempo de vida.
Apneia obstrutiva do sono provoca morte prematura em pacientes com historial de AVC
As pessoas vítimas de AVC e que têm apneia do sono morrem prematuramente, ao contrário das que não sofrem desta condição. A descoberta é de uma equipa de investigadores suecos, e foi apresentada, no dia 19 de Maio, na American Thoracic Society’s 2008 Internacional Conference, em Toronto, no Canadá.


