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Califórnia: Branqueamento dentário em quiosques gera polémica

Califórnia: Branqueamento dentário em quiosques gera polémica

Na Califórnia, a nova prática de branqueamento dentário em quiosques nos centros comerciais está a ganhar cada vez mais adeptos. Contudo, segundo noticiou o “Wral”, apesar da popularidade associada aos preços mais acessíveis, a falta de regulamentação sobre aqueles espaços está já a gerar polémica.

É o caso do quiosque BleachBright, no centro comercial Crabtree Valley, na Califórnia, onde um tratamento que usa a tecnologia da luz azul garante ao consumidor um branqueamento dentário em apenas 15 minutos.
Os dirigentes do North Carolina´s Board of Dental Examiners advogam que a maioria destes quiosques não possui licença. No entanto, de acordo com as leis estatais qualquer pessoa que “remova as manchas” dos dentes pratica Medicina Dentária.
Apesar daquele organismo já ter requerido o fecho da BleachBright, o quiosque ainda se encontra aberto.
Entrevistado pelo “Wral”, o proprietário daquela loja, Joe Willett, acredita que alguns médicos dentistas simplesmente não querem que ele exerça o seu negócio, acrescentando que não está a praticar Medicina Dentária, uma vez que todo o processo é administrado por conta própria.
Ou seja, o cliente é informado sobre os procedimentos do processo, sendo ele próprio a colocar a solução branqueadora nos dentes. O empregado do BleachBright apenas ajusta a luz branqueadora.
Assim sendo, uma vez que são os próprios clientes a executar o procedimento, estes negócios afirmam que estão a agir dentro da lei.
«Se eles realmente colocam a goteira dentro da boca da pessoa, tal é considerado um procedimento dentário, por isso penso que estão a tentar fugir ao assunto ao fazerem isso», afirmou a coordenadora do departamento estatal de Saúde Oral, Rebecca King.
O director da North Carolina´s Dental Society, Alec Parker, apresenta sérias preocupações acerca destes quiosques, nomeadamente o risco de infecções, uma vez que não existe água corrente para lavar as mãos e o equipamento, a falta de formação prática dos profissionais e, por último, a sua incapacidade de providenciar um acompanhamento adequado, caso surja alguma complicação.

 
 
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