De acordo com o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, «com a atribuição de cheques-dentista e o novo regime de convenções, a hipótese fica de parte».
A prestação de cuidados dentários nos centros de saúde era, há precisamente um ano, uma das propostas a analisar para resolver o problema da saúde oral em Portugal.
Na altura, a hipótese noticiada pelo “Diário de Notícias” foi avançada por uma comissão técnica nomeada pelo anterior ministro da Saúde, Correia de Campos, perante o facto de 60% da população portuguesa não ter aceso a tratamentos de saúde oral, um sector maioritariamente privatizado (mais de 90%).
Estima-se que, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), estejam inseridos 20 médicos dentistas. No entanto, segundo Orlando Monteiro da Silva, os elevados custos que o reforço acarretaria não seriam racionais. «Temos perto de cinco mil consultórios e clínicas dentárias no país e mais de seis mil médicos inscritos na Ordem», contabilizou. Daí que, na sua opinião, o problema fique resolvido através da eleição de alguns grupos especiais para os cheques, nomeadamente, as grávidas, idosos e crianças e, «futuramente, o resto da população, através de convenções».
Até ao próximo dia 6 de Junho vai estar em discussão pública o ante-projecto de legislação para o sector das convenções, esperando-se que «a Medicina Dentária faça parte desta revisão e que seja mesmo uma das valências eleitas principais contratualizadas», adiantou o bastonário, quando questionado sobre eventuais valores de comparticipação estatal.
Primeiros cheques-dentista entregues formalmente
Os primeiros cheques-dentista já começaram a ser distribuídos, numa altura em que o acesso a consultas dentárias comparticipadas pelo Estado já se encontra a ser negociado. Contudo, segundo noticiou o “Diário de Notícias”, o Ministério da Saúde já excluiu a possibilidade de se ser atendido por um médico dentista nos centros de saúde.


