Num comunicado enviado esta semana às redações, a Ordem dos Médicos Dentistas manifesta-se totalmente disponível para “encontrar soluções que corrijam os problemas atuais”.
O bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, que assina a carta, sublinha que existe “uma visão, profundamente errada, que separa a saúde oral da saúde no seu todo e acarreta enormes custos para os indivíduos, mas também para o Estado. Nomeadamente em termos de saúde pública, absentismo laboral e escolar, afetação das funções da mastigação, fala, autoestima, interação social, estética, de entre muitas outras que realizamos através da boca, dentes, maxilares e estruturas anexas. É de há muito referenciada pela Organização Mundial da Saúde a relação entre a saúde oral e a saúde em geral. Particularmente entre a cárie dentária, a doença periodontal (das gengivas) e as doenças crónicas, como diabetes, doenças cérebro vasculares, doenças respiratórias e cancro.”
Justificando-se com a dificuldade que a população mais desfavorecida tem em aceder a um dentista, a Ordem dos Médicos Dentistas defende a criação de um cheque-dentista de urgência que poderia vir a ser disponibilizado em consultórios aderentes de forma “dar resposta às situações recorrentes de dor e trauma dentário”.
A OMD considera ainda que seria uma boa medida alargar o cheque-dentista a todos os jovens até aos 18 anos e a pessoas com diabetes. Atualmente, o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral abrange crianças e jovens que frequentam as escolas públicas aos 7, 10, 13 e 15 anos, grávidas seguidas nos serviços públicos, idosos que recebem o complemento solidário para idosos e portadores de HIV.


