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Doenças Orais

Cáries dentárias: a doença não contagiosa mais comum do mundo

Estudo revela que 35% da população global sofre de cáries

Um estudo recentemente publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que as cáries dentárias são a doença não contagiosa mais comum em todo o mundo. O estudo, divulgado pela ONG ‘Mundo a Sorrir’, mostra que atualmente entre 60 a 90% das crianças em idade escolar sofrem de cáries dentárias.

No caso dos adultos, o problema é ainda mais grave, com a doença a afetar quase 100% dos adultos em todo o mundo. Segundo o estudo da OMS, mundialmente, 30% das pessoas entre os 65 e os 74 anos já não possui sequer dentes naturais.

Entre os fatores de risco mais associados às cáries dentárias e doenças orais estão “uma dieta pouco saudável, o tabagismo, o abuso do álcool e uma fraca higiene oral, bem como desigualdades sociais ou outros determinantes”, explica Miguel Pavão, médico dentista e fundador da ONG ‘Mundo a Sorrir’.

“A boa notícia e o lado otimista é que cáries dentárias ou outras patologias orais podem ser prevenidas de forma simples e pouco dispendiosa. A escovagem dentária com pastas fluoretadas são a forma mais eficaz e económica de prevenir a cárie dentária, mas para tal é preciso que os cuidados de saúde oral cheguem a todas as pessoas, o que ainda está longe de acontecer”, acrescenta.

Para Miguel Pavão “é necessária uma educação para a promoção dos estilos de vida saudáveis e para a promoção da saúde. Nos países desenvolvidos, ainda está quase tudo por fazer no campo da prevenção da doença. Por seu lado, nos países subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento, agrava-se o cenário por se confrontarem com o aparecimento quase explosivo de patologias orais, como a cárie dentária. Esse aumento deriva das alterações de hábitos de consumo e acesso à industrialização, sem que exista uma compensação através de políticas de saúde ou porque os sistemas de saúde são débeis, e não permitem a atenuação desta tendência evolutiva e recente”.

O médico-dentista refere também que em Portugal, em particular, “só nas últimas décadas é que se começou a despertar para os problemas orais como uma questão de saúde pública e todos os programas são ainda escassos para as necessidades.”

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