Depois de queixas e críticas, sobretudo da classe médico-dentária, o diretor-geral da ADSE, Carlos Liberato Baptista, anunciou a suspensão da nova tabela de comparticipações da ADSE, para uma nova análise. De acordo com a TSF, o diretor-geral da ADSE já deu como finalizados os trabalhos do grupo criado pela OMD e pela ADSE, para discutir a tabela, e irá agora enviar à respetiva tutela a nova proposta.
A nova tabela da ADSE previa a introdução de “um copagamento a cargo do beneficiário, de 20% do valor da prótese intraoperatória, que no entanto estava sujeito ao limite máximo de copagamento de 200 euros, ou seja de 20% sobre o valor de 1000 euros”, medida que foi desde logo alvo de algumas críticas.
De acordo com a Ordem dos Médicos Dentistas, que no passado dia 16 de maio reuniu com o diretor-geral da ADSE para analisar a nova tabela, Carlos Liberato Baptista comunicou à OMD que “comprometo-me a dar formalmente como finalizados os trabalhos do respetivo grupo constituído pela OMD e pela ADSE e enviar à respetiva tutela uma proposta de nova tabela para o regime convencionado e regime livre que terá por base o resultado do trabalho que foi apresentado pelo GT. No entanto, essa proposta de tabela será valorizada em dois modelos alternativos de valorização dos atos, sendo que iremos propor que a mesma alteração venha a ter data efeito de 1 de outubro.”
Além disso, o diretor-geral da ADSE comunicou à Ordem dos Médicos Dentistas que “qualquer alteração à tabela do regime livre necessita obrigatoriamente de obter a concordância das respetivas entidades representativas dos trabalhadores da Administração Pública e dos seus aposentados (…)”.
Nesse sentido, a OMD vai agora realizar uma exposição pública ao ministro da Saúde sobre o processo negocial para dar nota do que foi acordado com a ADSE e refere que aguarda “que a nova tabela venha a incorporar o que foi acordado entre ambas as partes, segundo notícias vindas a público através dos órgãos de comunicação social”.


