O Conselho Geral de Dentistas e a Sociedade Espanhola de Saúde Pública Oral (SESPO) realizaram um inquérito a mais de 4 200 dentistas em toda a Espanha, no qual identificaram que 10% dos profissionais estiveram em contacto com o vírus e cerca de 2% afirmam ter contraído a doença.
O estudo, divulgado pela Gaceta Dental, foi realizado entre 8 a 13 de abril, tendo constatado que 1 em cada 4 clínicas dentárias tinham encerrado, e as restantes dedicavam-se somente a tratamentos de urgência.
62% dos inquiridos indicaram ter cumprido “sempre ou quase sempre as recomendações oficiais” e o Conselho Geral de Dentistas foi a principal fonte de informação, através das comunicações e recomendações emitidas.
O inquérito demonstrou também que 8 em cada 10 dentistas não conseguiram adquirir EPI devido à falta de fornecimento, uma situação que tem sido reportada desde o início da pandemia. Do total dos inquiridos, apenas 12% dos profissionais adquiriram material de proteção para todos os membros da equipa e apenas 9% adquiriram para si.
Quanto à exposição dos dentistas à Covid-19, metade dos inquiridos afirma ter manifestado algum sintoma, cerca de 10% afirmaram ter estado em contacto com o vírus e 2% afirmaram ter ultrapassado a doença.
Apesar da grande exposição dos profissionais do setor, apenas 1,5% dos inquiridos realizaram algum tipo de teste diagnóstico e 60% assume preocupação com o risco de contrair a doença perante a escassez de material de proteção.