A Federação Europeia de Periodontologia (EFP, em inglês) fez um balanço, em notícia do site [1], da sua sessão Perio Talks dedicada ao Dia Mundial da Saúde Periodontal [2], que se assinalou no dia 12 de maio.
Bruno De Carvalho destacou a visita de membros da Sociedade Belga de Periodontologia e estudantes de higiene oral a um centro comercial e um hospital público em Liège com o objetivo de fornecer informações de prevenção às pessoas, juntamente com escovas interproximais e elixires bucais. Devido à pandemia, não foi possível fazer o habitual rastreio periodontal físico, utilizando o Duth Periodontal Screening Index (DSPI).
Este ano a sociedade belga tentou alcançar mais pessoas do que nos anos anteriores. “Percebemos que só estávamos a chegar a médicos dentistas e periodontistas, pois são estas as pessoas que usam as nossas redes sociais. Por isso, pedimos aos nossos membros que pegassem no conteúdo e o repostassem nos seus próprios perfis privados e que se aproximassem do público. É muito importante que os nossos membros partilhem esta informação”, afirmou o responsável Bruno De Carvalho.
Assuntos em destaque
Um dos desafios destacados na sessão foi o da normalização de gengivas a sangrar e de tal não ser encarado como sinal de doença.
“As gengivas não devem sangrar, tal como as nossas mãos não devem sangrar – mas o público não tem essa informação e sente que é comum sangrar das gengivas”, disse o responsável da Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes, João Miguel Gomes. “O nosso sentimento é que a iniciativa do Dia Mundial da Saúde Periodontal é realmente importante e um grande passo para aumentar a literacia pública sobre esta questão.”, acrescentou.
Outro tema discutido foi o impacto da covid-19 em doentes periodontais. “Tivemos de adiar as consultas e tivemos de interromper alguns tratamentos, e sabemos que mesmo que isso seja apenas por algum tempo significa que a pessoa está mais propensa a perder um dente a longo prazo”, disse João Miguel Gomes.
Já a representante da sociedade italiana, Silvia Masiero focou-se nos impactos psicológicos da pandemia. “Este ano focámos o dia nos sintomas periodontais com atenção aos sistémicos, mas também temos de chamar a atenção para os sintomas comportamentais dos doentes que estão definhados ou que estão deprimidos, porque podem ajudá-los não só em termos de periodontite, mas também com os sintomas de condições mentais que podem interferir com a saúde periodontal”, explicou a responsável.