Um modelo 3D com células estaminais do folículo dentário, um tecido membrana em torno de dentes humanos não eclodidos, foi desenvolvido por investigadores da Katholieke Universiteit Leuven (KU Leuven) e da Hasselt University, ambas na Bélgica. O objetivo passa por arranjar uma alternativa à reparação com materiais sintéticos das cavidades e do dano ao esmalte.
Segundo explicado pela KU Leuven, a vantagem deste tipo de modelo 3D é que reproduz fielmente as propriedades originais das células estaminais.
“Podemos recriar uma pequena parte do nosso corpo no laboratório, por assim dizer, e usá-lo como modelo de pesquisa. Utilizando células estaminais dentárias, podemos desenvolver outras células dentárias com este modelo, como os ameloblastos responsáveis pela formação do esmalte”, explica o investigador Hugo Vankelecom.
Por sua vez, a estudante de doutoramento Lara Hemeryck explica que “no nosso novo modelo, conseguimos transformar as células estaminais dentárias em ameloblastos que produzem componentes de esmalte, o que pode eventualmente levar ao esmalte biológico. Esse esmalte pode ser usado como material de enchimento natural para reparar o esmalte dentário”.
Os investigadores consideram que o modelo pode ter aplicações noutro setores como o da indústria alimentar, ao examinar o efeito de determinados produtos alimentares no esmalte dentário, ou nos fabricantes de pasta dentífrica para otimizar a proteção e o cuidado.


