O Conselho Diretivo da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD [1]) alertou que, na proposta do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2021-2030, que esteve em consulta pública até 7 de maio, “nos 37 objetivos propostos para a saúde, nenhum faz qualquer alusão à saúde oral”.
Segundo explicado no seu site, [2] a OMD detetou ainda que “os dados estatísticos apresentados no PNS remontam a 2019, com exceção das doenças orais, cujos dados não vão além de 2014”. Dessa maneira, considera ser necessário “fazer o diagnóstico da situação atual que deverá sustentar um planeamento correto no sentido de colmatar as necessidades existentes” e propõe a realização de um “novo Estudo Nacional de Doenças Orais”.
A entidade recomenda também a inclusão da “saúde oral nas estratégias de intervenção”, o investimento na saúde escolar, para o fomento da “literacia em idades precoces” e intervenção nas cáries “num estádio inicial”, bem como a identificação do “médico dentista como ator de saúde pública”, nomeadamente através da criação da carreira no SNS. [3]
Por fim, entre outras considerações, apresentou, no seu contributo, as orientações emanadas pela FDI e OMS para as estratégias das políticas de saúde oral, que assentam em três pilares, subscritos pela Ordem.
Da reunião do Conselho Diretivo da OMD saíram ainda decisões como a conversão da bolsa de emprego da OMD para uma bolsa pública, aberta a todos os profissionais da área, e a nomeação do presidente do Centro de Formação Contínua, António Roma Torres, como o novo National Liaison Officer (NLO) na Federação Dentária Internacional (FDI).