O primeiro teste PCR para cancro oral foi desenvolvido por investigadores da Queen Mary University of London. O teste, denominado Quantitative Malignant Index Diagnosis System (qMIDS), teve a sua eficácia provada com pacientes da China, Índia e Reino Unido, informa a universidade, em comunicado. Os resultados dos testes foram publicados no jornal científico Cancers.
A testagem envolve métodos semelhantes à da covid-19: uma pequena amostra é retirada de uma área suspeita da boca de um paciente e o teste demora 90 minutos a processar um resultado.
De acordo com os investigadores, a eficácia do teste significaria que 90% de pacientes de risco baixo poderiam ser dispensados do hospital para voltar ao seu médico dentista ou médico de família para revisão ou fazer com que a testagem fosse feita junto ao médico dentista, que referenciaria os casos de alto risco.
“O qMIDS melhora drasticamente a nossa gestão do cancro oral e do seu estado pré-cancerígeno, salvando vidas e custos de cuidados de saúde. Cirurgiões e dentistas em qualquer parte do mundo podem usar este teste para amostras de tecido minimamente invasivo porque tudo o que precisa é de uma máquina de PCR e o técnico que o opera”, explica o colíder da investigação, Iain Hutchison.
“O QMIDS vai ajudar-nos a identificar doentes com condições pré-malignas que nunca se transformarão em cancro, para que possam ser tranquilizados e dispensados da revisão hospitalar. Os doentes com pré-malignidades de alto risco podem fazer uma pequena cirurgia para remover a lesão antes de se transformar em cancro”, concluiu ainda.


