O rendimento líquido médio dos médicos dentistas de clínica geral nos Estados Unidos da América [1] desceu 17,9% entre 2019 e 2020. É esta a conclusão da nova pesquisa do American Dental Association (ADA [2]) Health Policy Institute (HPI [3]), noticia o Dental Tribune International [4].
Num recente webinar, o vice-presidente do HPI, Marko Vujicic, explicou que a queda do rendimento [5] líquido tinha sido significativamente maior para as mulheres (menos 26,6% em comparação à queda de 15% nos homens) e os médicos dentistas mais velhos (27,5% para os com mais de 65 anos e uma redução de 18% dos que têm entre 40 e 64 anos, em comparação com a redução de 10,3% com menos de 40 anos).
Os médicos dentistas especializados tiveram uma menor queda nos seus rendimentos (6,9%), sendo que também trabalharam mais horas que os seus colegas. O relatório apontou ainda uma relação entre as horas de trabalho e os níveis de rendimento. As horas de trabalho reduziram-se nas seguintes proporções:
- 16,6% – Clínica geral
- 11,7% – Especialistas
- 22,1% – Mulheres na clínica geral
- 14,5% – Homens na clínica geral
- 21% – Mais de 65 anos
- 13,2% – Menos de 40
O responsável do HPI revelou ainda que o volume de pacientes nas clínicas dentárias dos EUA atingiu um novo máximo na sua recuperação da pandemia, com um valor próximo dos 90% a meio de agosto face ao período pré-pandémico.
Como fatores que limitam a recuperação dos volumes, Marko Vujicic identifica a escassez de pessoal, os protocolos contra a covid-19 e os próprios pacientes.
“Um grande desafio que está a emergir nos dados é a questão dos desafios do recrutamento”, sublinhou o responsável. Os dados do HPI mostram que estava a decorrer um sério recrutamento, particularmente na procura de higienistas dentários e assistentes dentários. No entanto, dos cerca de um terço das clínicas que estavam a recrutar higienistas ou assistentes, 90% descreveram o processo como extremamente ou muito desafiante.
O relatório completo do HPI pode ser consultado aqui [6].