De forma a estudar o impacto de desinfetantes como o gluconato de clorexidina, o hipoclorito de sódio e a água na presença de microrganismos de streptococcus nas escovas de dentes de 21 crianças entre os cinco e os 12 anos de idade depois de usadas duas vezes por dia durante cinco dias consecutivos.
Depois dos cinco dias, as escovas de dentes foram incubadas num caldo de carne durante cinco horas e, consecutivamente, imersas nos diversos desinfetantes em grupos de sete escovas de dentes: o primeiro grupo foi imerso em o,2% de gluconato de clorexidina, o segundo em hipoclorito de sódio e o terceiro apenas em água. Depois do período de desinfeção, as escovas de dentes voltaram a ser colocadas no caldo de carne.
As análises finais mostraram que a desinfeção com gluconato de clorexidina resultou numa redução de 100% da presença de microrganismos de streptococcus, enquanto o hipoclorito de sódio resultou numa redução de 71%. Por outro lado, as escovas desinfetadas com água observaram uma redução de apenas 14%.
Os resultados sugerem que lavar as escovas de dentes com apenas água e depois secá-las não é o suficiente para as desinfetar, podendo levar a contaminações. Nesse sentido, os responsáveis pelo estudo consideram que “é essencial que todos os indivíduos desinfetem as suas escovas de dentes de forma regular”.