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A importância dos profissionais de medicina dentária na deteção de casos de monkeypox

Uma investigação, recentemente publicada no International Dental Journal [1], destacou a importância dos profissionais de medicina dentária na deteção de casos de monkeypox. Com base em dados da literatura científica atual, as lesões primárias da doença originam na orofaringe antes de se manifestarem pela pele. As úlceras orais foram relatadas em 23,5% dos pacientes com o vírus.

“Os profissionais de saúde oral devem notar que os sinais premonitórios da doença geralmente aparecem na mucosa oral como máculas e úlceras antes das lesões características da pele”, escreveram os autores do estudo, liderado pelo investigador Lakshman Samaranayake, da Universidade de Hong Kong, na China.

Dessa maneira, os profissionais [2] de medicina dentária podem ser os primeiros a detetar os sintomas iniciais. Os investigadores apelam, por isso, a que se mantenha um elevado grau de suspeita, especialmente quando examinam pacientes com linfadenopatia.

As recomendações surgem em linha com as do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). O organismo norte-americano pediu aos profissionais de saúde para “estarem alerta para pacientes com doenças cutâneas consistentes com a monkeypox, independentemente de terem fatores de riscos específico ou de viagem para a doença e independentemente do sexo ou orientação sexual”.

As medidas de precaução no consultório dentário

A transmissão em consultórios dentários é considerada de baixo risco, mas pode ser prevenida tomando as precauções de controlo de infeções padrão, de contacto e de gotículas, explica o portal Drbiscupid [3].

Além disso, devido ao risco potencial de transmissão aérea, devem ser tomadas precauções aéreas e devem ser usadas máscaras N95 pelos profissionais. O paciente deve ser tratado isoladamente, e devem ser tomadas precauções para minimizar a exposição aos indivíduos circundantes.

“Os médicos dentistas têm prestado cuidados usando precauções padrão de controlo de infeções há várias décadas, e os protocolos reforçados implementados durante a pandemia da covid-19 continuarão a manter os nossos pacientes e profissionais seguros durante esta emergência de monkeypox”, considera, citada em comunicado [4], a presidente do Council on Scientific Affairs da American Dental Association (ADA).

“O uso de EPI adequado, incluindo máscaras e luvas, limpeza de superfícies e diligência extra ao examinar os pacientes para os sintomas e as lesões faciais e intraorais características para identificar um paciente precocemente são imperativas.”

A UK Health Security Agency recomenda, por exemplo, que :

A California Dental Association  [5]nota que a linfadenopatia, a febre, a dor de cabeça, a exaustão e as dores musculares são sintomas precoces comuns que aparecem antes do desenvolvimento das lesões. No entanto, muitos casos estão agora a apresentar sem os sintomas precoces e com apenas o surgimento das lesões em áreas específicas do corpo.