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As tendências do sector dentário para 2016

O dia 22 de Janeiro é a data assumida na máquina estatal para o OE 2016 (Orçamento do Estado) dar entrada na Assembleia da República, mas não é de excluir uma (habitual) derrapagem de calendário. E qual o interesse disto para o sector dentário? Todo e mais algum.

Há já alguns anos que verifico que os momentos de maior instabilidade política estão claramente indexados aos momentos de menor desempenho das Clínicas de Medicina Dentária (CMD). Este nexo de causalidade, originado por factores exógenos e sem qualquer tipo de controlo por parte do sector, devem ser previstos e analisados em cenários hipotéticos de planeamento e orçamentação, pois condicionam o comportamento do consumidor e, subsequentemente, do negócio das CMD.

Assim sendo, dada a importância do OE 2016 com este novo Governo, seria importante que pudesse ser aprovado até o final de Fevereiro, para entrar em vigor já em Março. Se entrar em vigor em Abril será certamente pior. E se o OE for aprovado depois de 9 de Março encerra um elemento simbólico: quem irá promulgar o OE já não será o actual Presidente da República, mas sim o próximo. O OE ser promulgado por um ou outro Presidente da República não deixa de ser (potencialmente) um facto politicamente relevante. Obviamente que tudo isto gera desconforto e incertezas no seio do tecido empresarial nacional, onde as CMD são naturalmente parte integrante.

O que poderemos esperar de 2016? Esta é a minha visão, de uma forma sucinta:

Dilen Ratanji

Dilen Ratanji, Diretor-Geral DentBizz Consulting

(O autor escreve de acordo com a antiga ortografia)