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Entrevista

Oscar Salamanca, CEO 32 Senses: “No futuro está prevista uma unificação das marcas”

Entrevista a Oscar Salamanca

O Grupo 32 Senses, que surgiu no mercado português com o objetivo de ser a maior rede de clínicas dentárias no país, passou por algumas dificuldades e foi adquirido pelo Fundo Valis. Oscar Salamanca, ex-Vitaldent, é o novo CEO e em entrevista à SAÚDE ORAL confessa que o Grupo 32 Senses “atravessou momentos difíceis devido a um crescimento muito superior ao que qualquer grupo pode assumir sem enfrentar sérios problemas”. O futuro pode passar por uma “unificação de marcas”.

Como surgiu o convite para CEO do Grupo 32 Senses?

Fui convidado pelo Fundo Vallis para realizar uma consultoria ao Grupo. Algo que já estava a fazer pois desde há um ano que me dedicava à consultoria especializada no mercado da saúde. A Vallis Capital Partner tinha o controlo total do grupo ainda há poucos meses, atravessando momentos difíceis devido a um crescimento muito superior ao que qualquer grupo pode assumir sem enfrentar sérios problemas. Terminada a consultoria, a Vallis Capital Partners convidou-me a integrar, em conjunto com eles, a direção do Grupo 32 Senses. Os resultados da análise mostravam que, apesar de todas as dificuldades, havia uma grande oportunidade para este grupo que se havia tornado a maior rede de clínicas em Portugal. Vi uma grande oportunidade, já que se tratava de voltar a dirigir a maior rede de clinicas dentárias de um mercado, neste caso o mercado Português, país que visito frequentemente há mais de 20 anos e ao qual me sinto muito próximo por razões pessoais.

Esteve vários anos à frente das clínicas Vitaldent, em Espanha, e tem experiência em grupos ligados à medicina dentária. Na sua opinião, como a sua experiência poderá ajudar a gestão do Grupo 32 Senses?

Sim, na verdade passei mais de metade da minha carreira profissional ligada à Medicina Dentária. E no âmbito desta atividade já vivi de tudo, já que quando comecei a trabalhar na Vitaldent tínhamos pouco mais de 100 clínicas em Espanha e duas em Itália, e acabamos com cerca de 450 clínicas. Durante este longo e frenético caminho tivemos grandes êxitos e algumas dificuldades, nomeadamente com a experiência nos Estados Unidos. A internacionalização da empresa custou-nos bastante, demoramos a perceber que pequenos detalhes fazem grandes diferenças. No entanto, os resultados foram muito bons e acabamos por quadruplicar o volume da companhia, ficando com mais de 70 clínicas a nível internacional. Espero que toda esta experiência me possa ajudar neste grupo.

Já identificou alguns ‘problemas’ ou algumas áreas que queira implementar algumas mudanças?

Claro que sim, o principal problema que identifico no grupo, e no qual já estamos a trabalhar de uma forma muito ativa e com grandes resultados, é a necessidade de consolidação de todos os pontos de venda. Este grupo cresceu de uma forma muito rápida e em pouco tempo e isso culminou num grupo onde é completamente necessária uma reorganização. Por outro lado, a gestão de três marcas diferentes é sempre uma dificuldade na hora de gerir. Penso que no futuro também está prevista uma unificação de marcas beneficiando um maior conhecimento global dos nossos pacientes.

Quais os seus objetivos para o Grupo 32 Senses?

O nosso objetivo principal é fazer chegar aos nossos pacientes as melhores e as mais definitivas soluções para a sua saúde oral. Queremos manter a liderança, e para isso temos de ser os melhores na hora de prestar um serviço de grande qualidade e com a melhor proposta aos nossos pacientes. Queremos facilitar e proporcionar o acesso a qualquer pessoa aos melhores tratamentos e aos grandes profissionais. Há que consciencializar o paciente da importância de sua saúde oral, que tão relacionada pode estar com outras facetas de sua saúde. Há que facilitar ao paciente o acesso a tratamentos de alta qualidade, soluções integrais para a sua saúde dentária. E em todo este trabalho de consciencialização, o Grupo 32 Senses quer posicionar -se como o maior embaixador.

As alterações na estrutura do Grupo 32 Senses indicam que a estratégia do grupo mudou? O que não correu bem e o que pretendem melhorar?

As alterações na estrutura do Grupo 32 Senses surgiram porque o Fundo Vallis adquiriu recentemente o controlo total de toda a empresa e sem hesitar apostou numa gestão profissional e com ampla experiência no sector, de forma a dar oportunidade a este grupo de consolidar a liderança no mercado da saúde oral em Portugal. A proposta de valor que temos passa por oferecer a máxima qualidade nos tratamentos dentários, através de grandes profissionais com a mais ampla experiência, liderando as equipas nas clinicas, dotadas de meios da mais alta qualidade. Atualmente contamos com um grande número de profissionais de primeira linha, muitos deles um fator de referência no sector.

Pretendem continuar a abrir clínicas em Portugal? Qual o investimento nos próximos anos?

O objetivo do grupo é crescer, no entanto não queremos crescer à custa de perder a nossa identidade, nem a qualidade da nossa oferta. Torna-se importante consolidar o que já foi feito no passado, consolidar processos, clínicos e não clínicos, pelo que estes dois primeiros anos serão de um crescimento mais lento.

Nota: Ler a entrevista na íntegra na edição de Maio/Junho da SAÚDE ORAL

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