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300 médicos portugueses já emigraram este ano

Eficácia e qualidade dos médicos vão ser avaliadas

São cerca de 300 os médicos portugueses que já emigraram este ano. A notícia é avançada pelo Público, que analisou dados da Ordem dos Médicos e das secções regionais do Norte, Centro e Sul publicados recentemente.

De acordo com Paula Fortunato, autora do estudo publicado na revista da Ordem dos Médicos, esta é uma realidade “multifacetada”, uma vez que o quadro dos profissionais que saem “é muito diversificado”. Saem do país especialistas com experiência, mas também recém-especialistas e médicos que ainda não fizeram a especialidade. “Se alguns o fazem apenas como oportunidade de formação e preferem voltar, muitos estão a apostar trabalhar no estrangeiro, mesmo quando a adaptação não é imediata”, sublinha a investigadora.

Quando um médico pretende emigrar precisa de um certificado para apresentar nas instituições estrangeiras, os “good standing certificates”. E os pedidos de certificados aumentaram substancialmente nos últimos anos, segundo os dados referidos na revista: passaram de 191 em 2009, para 253 em 2010, e subiram para 390 em 2011. Em 2012 atingiram os 650 e no ano passado cerca de 500.

“Os jovens internos ganham oito euros limpos à hora, o que não é compaginável com a complexidade e o risco desta profissão”, referiu o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, ao Público. “Os médicos começam a mentalizar-se de que, se foram para o estrangeiro, ganham muito mais, são respeitados e têm melhores condições de exercício profissional”, conclui.

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