O 35º Congresso da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) decorreu nos dias 8 (cursos pré-congresso), 9 e 10 de outubro. Bruno Seabra, presidente da comissão organizadora, salientou o programa científico do evento, composto por uma vasta oferta “no campo da dentisteria estética minimamente invasiva, mas como congresso multidisciplinar que é não foram esquecidas áreas como a odontopediatria, a ortodontia, a endodontia e a patologia e cirurgia oral”.
O programa foi ao encontro de um os objetivos principais da SPMED, como expressou Pedro Mesquita, o seu presidente: o de “promover a formação científica de alta qualidade dos sócios e não sócios, médicos dentistas, médicos estomatologistas e, de uma forma geral, de todas as categorias profissionais da saúde oral e da saúde em geral, o que faz desta sociedade uma sociedade pluridisciplinar e abrangente”.
Implementação de competências setoriais
Começando por salientar, durante a sessão de abertura, que “talvez só a SPEMD tenha a capacidade de agregar, como já é tradição, um conjunto de profissionais da área da medicina dentária e da saúde”, Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), sublinhou durante a sua intervenção “a recente aprovação do estatuto da OMD, que traz três aspetos fundamentais” relacionados com a formação.
Um deles diz respeito à formação contínua, “reconhecida pela Ordem, que passa a ser obrigatória para os médicos dentistas, constituindo-se no mínimo de 24 horas de dois em dois anos”, referiu o bastonário, declarando que o segundo aspeto é relativo “ao projeto em curso de implementação de especialidades por parte da OMD”.
Ainda assim, é o terceiro aspeto que merece maior destaque, dado que “este sim é novo” e está relacionado com a “possibilidade que a Ordem passa a ter de implementar competências setoriais em diversas áreas, a definir pela própria Ordem, no campo da medicina dentária”, concluiu Orlando Monteiro da Silva.
Nota: Reportagem alargada na próxima edição da Saúde Oral


