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A saúde mede-se pelos dentes

V Curso de Implantologia em Viseu

Alguns dos primeiros indícios de diabetes, cancro, gravidez, doenças autoimunes, desequilíbrios hormonais e abuso de drogas são evidentes nas gengivas, nos dentes e na língua. Estudos recentes mostram que existe “uma correlação direta entre inflamação na boca e inflamação no corpo”, afirma Anthony Lacopino, diretor do Centro Internacional de Saúde Oral-Sistémica, no Canadá.

Também há indícios crescentes de que problemas de saúde oral, especialmente doenças na gengiva, podem prejudicar a saúde geral do paciente, aumentando o risco de diabetes, doenças cardíacas, pneumonia e complicações na gravidez, avança o Wall Street Journal.

Estudos recentes mostram ainda que tratar os problemas na gengiva melhora a circulação, reduz a inflamação e pode até diminuir a necessidade de insulina nos pacientes com diabete, adiantou Anthony Lacopino.

George Kivowitz, dentista com consultórios em Nova York e em Newtown, na Pensilvânia (EUA), diz que descobriu sete casos de cancro em 32 anos de carreira e até de bulimia devido à erosão suspeita do esmalte da parte de trás dos dentes frontais superiores, e também já identificou casos de vício em meta-anfetamina. “Chamamos de ‘boca de meta-anfetamina’”, diz. “A superfície do dente simplesmente apodrece de uma maneira bastante peculiar”.

Também há indícios crescentes de que a ligação entre as doenças orais e problemas cardiovasculares não sejam coincidência. A inflamação da gengiva eleva a proteína C-reativa, considerada uma das causadoras de problemas cardíacos.

O espetro de identificação de doenças através da saúde oral vai ainda mais longe. Dentistas americanos, após recomendação dos  Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, estão a realizar testes de VIH, onde através de uma raspagem bucal obtêm o resultado em 20 minutos.

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