Segundo a edição online da TVI, a inflação das faturas funcionava através da apresentação de contas de tratamentos dentários que, ou não tinham sido realizados, ou eram muito mais baratos do que constavam nos recibos.
O autarca do Porto, Rui Rio, explicou à TVI que “alguém emprestava o cartão a outro que não tinha acesso ao serviço, um amigo, familiar afastado… Outras vezes, o cartão era entregue e eram faturados serviços que não eram prestados e ficava uma parte a crédito a favor da clínica e outra parte a favor do próprio”. As faturas em causa datam de, pelo menos, 2005.
De acordo com o Jornal de Notícias, os 65 arguidos vão responder em tribunal judicial pela alegada prática dos crimes de falsificação e de burla qualificada, em coautoria, já que a magistrada Isabel Ramos recusou o argumento dos arguidos segundo o qual os prejuízos alegadamente causados não atingiam valor que justificasse ir além da imputação do crime de burla simples.


