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Adultos norte-americanos adiam visita ao dentista

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Um inquérito realizado junto de mais de mil adultos norte-americanos revelou que 36% já protelaram ou pensam protelar os tratamentos de medicina dentária devido à situação financeira que estão a viver atualmente. 

Os investigadores afirmaram que, apesar de mais de 80% dos inquiridos ter consciência das implicações financeiras a longo prazo associadas à negligência da sua saúde oral, aparentemente existem muitas pessoas que adiam os tratamentos de medicina dentária até sofrerem um episódio de dor significativo ou terem uma emergência dentária.

O inquérito incluiu 501 homens e 504 mulheres com idade igual ou superior a 18 anos, tendo sido realizado por via telefónica pela agência de investigação de mercado ORC International. O estudo foi encomendado a esta empresa pela Aspen Dental, uma das maiores redes de prestadores de cuidados de medicina dentária dos Estados Unidos, tendo sido realizado entre 28 de fevereiro e 3 de março. A nível global, os resultados foram semelhantes aos de outros estudos do mesmo género que constataram um declínio geral nos gastos com cuidados de saúde. Mais de 30% das pessoas inquiridas afirmou que o respetivo salário líquido do corrente ano é inferior ao de 2012. Além disso, os investigadores afirmaram que 44% dos inquiridos não dispunha de seguro dentário.

Este número é especialmente elevado entre as pessoas que têm um rendimento anual inferior a 35 mil dólares norte-americanos (61%). O inquérito permitiu igualmente constatar que apenas um em cada dez inquiridos concorda com a afirmação de que as consultas de medicina dentária de rotina são essenciais para o seu bem-estar geral. “Desde que a recessão começou, há cinco anos atrás, os pacientes que vão ao meu consultório têm-se mostrado cada vez mais preocupados com o facto de poderem não ter capacidade monetária para pagar os tratamentos dentários de que necessitam,” afirmou o Dr. Nathan Laughrey, responsável pela administração de várias clínicas de medicina dentária da Aspen Dental.

“O inquérito ilustra, de forma dramática, não só a necessidade de melhorar a consciencialização do público no que respeita à importância dos cuidados de medicina dentária ao nível da saúde em geral, como também a necessidade de criar uma maior noção dos efeitos a longo prazo de não se ir regularmente a consultas de dentista, incluindo a ligação existente entre a gengivite e outras doenças graves, como é o caso da diabetes e dos acidentes vasculares cerebrais”, acrescentou o médico.

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