Quantcast
Publicidade em Saúde

Anúncios a produtos de saúde “grátis” alvo de investigação

corredor de hospital

23 processos de avaliação sobre “publicidade eventualmente enganosa em saúde” foram abertos nos últimos seis meses pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS). De acordo com o jornal Público, os processos têm a ver com ofertas de serviços “que alegam ser grátis, ofertas ou com descontos” e dizem respeito a várias áreas da saúde, nomeadamente a medicina dentária.

Segundo o jornal diário, os processos de avaliação foram levantados depois de queixas e reclamações e têm a ver com a legislação sobre publicidade em saúde, que entrou em vigor em novembro do ano passado.

De acordo com Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas e presidente do Conselho Nacional das Ordens Profissionais, é preciso intervir rapidamente nestas questões.

“Espero que não nos limitemos a deixar passar o tempo. Há uma postura demasiado defensiva da ERS, alguma parcimónia na sua atuação. A especificidade destes produtos obriga a que sejam convenientemente regulados. Não é como vender arroz e batatas. Saímos da esfera da loção capilar e entramos na das doenças crónicas, o que é fonte de muitos enganos. Promete-se baixar o colesterol, promete-se tudo. Há rastreios que servem para indução artificial da procura e sobretratamento. Há sorteios, concursos. A imaginação não tem limites”, disse ao jornal Público.

Em abril deste ano, as sete ordens profissionais do setor da saúde manifestaram-se contra a “inação” da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e acusaram-na de não estar a aplicar as coimas por más práticas de publicidade previstas na lei.

Este site oferece conteúdo especializado. É profissional de saúde oral?