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As restaurações sem recurso à broca são tão eficazes quanto a amálgama dentária

Aquando de uma revisão sistemática que incluiu estudos clínicos realizados na China e no Médio Oriente, estes cientistas constataram que as taxas de sobrevivência das restaurações feitas com recurso ao chamado Tratamento Restaurador Atraumático (TRA) são comparáveis e, em certos casos, até superiores, aos das restaurações com amálgama dentária.

Desenvolvido em África em meados da década de 1980, o Tratamento Restaurador Atraumático (TRA) consiste num procedimento clínico que se baseia na remoção do esmalte e da dentina cariados através do recurso exclusivo a instrumentos manuais, sendo depois realizada a restauração do dente com um material de obturação adesivo como, por exemplo, o ionômero de vidro. Alegadamente, trata-se de um tratamento indolor e que exige uma preparação mínima da cavidade dentária, contribuindo igualmente para preservar o tecido saudável do dente.

Presentemente, a Organização Mundial da Saúde recomenda que este procedimento seja aplicado nos países em desenvolvimento que têm recursos limitados para realizar tratamentos, e também no caso de idosos e de pacientes com necessidades especiais que vivam em países em desenvolvimento.

Na nova revisão realizada, os investigadores da Universidade de Witersrand, em Joanesburgo, procederam à comparação de 27 conjuntos de dados relativos a restaurações com TRA e a restaurações com obturações em amálgama, realizadas em cáries das Classes I, II e IV em dentes de leite e definitivos, cujos procedimentos foram realizados em clínicas do Kuwait, da Síria e da China. Os investigadores afirmaram que a maioria dos dados analisados não indicaram qualquer diferente entre as taxas de sucesso alcançadas pelas restaurações com TRA e as restaurações com obturações em amálgama e, na verdade, quatro dos casos comparados mostraram resultados favoráveis a este procedimento. No entanto, os investigadores recomendaram que as conclusões fossem confirmadas através de ensaios de controlo mais aleatorizados, dado que os estudos analisados tinham sido realizados de forma pouco clara no que respeita à atribuição aleatorizada de sequências.

De acordo com os números divulgados pela OMS, a prevalência de cáries dentárias nos países em desenvolvimento continua a ser elevada, apesar da aplicação de medidas de prevenção, nomeadamente a fluoretação da água e o melhoramento da educação em higiene dentária realizada a nível dos estabelecimentos de ensino.

 

*Notícia Dental Tribune International

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