A Assembleia da República publicou recentemente uma recomendação ao Governo que defende a criação de uma agenda nacional para o turismo da saúde [1] e científico. De acordo com a posição, a medida deve ser articulada com os ministérios da Economia e da Saúde e deverá envolver as regiões autónomas.
A recomendação da Assembleia diz também que o Executivo nacional deve começar por definir os aspetos essenciais e os mercados mais relevantes para o país, assim como realizar o diagnóstico dos pontos fortes e fracos do país para este tipo de turismo.
O objetivo é a criação de uma agenda nacional que “assegure a colaboração multidisciplinar entre os prestadores de cuidados médicos (instituições públicas e privadas, e profissionais de saúde) e os fornecedores de serviços turísticos (companhias de aviação, hotéis, agências de viagens, serviços de lazer)”.
No que diz respeito a medidas que contribuam para aumentar a reputação internacional das unidades de saúde portuguesas, a Assembleia da República defende o licenciamento e certificação externos (promovendo e divulgando as unidades existentes e incentivando uma abordagem baseada em padrões internacionais com o devido enquadramento na estratégia pretendida), assim como a formação de profissionais da saúde e do turismo para este segmento.
No seu website, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) refere que “as clínicas e consultórios de medicina dentária, com um regime de licenciamento que cumpre com os mais altos parâmetros de exigência internacionais, poderão ser mais proativas no sentido de atrair cidadãos de outros países da União Europeia para obter serviços de medicina dentária em Portugal.”
Orlando Monteiro da Silva, bastonário da OMD, defende que “também o elevado número de emigrantes e turistas que nos procuram, bem como os residentes estrangeiros em Portugal, em número crescente, constituem um importante segmento a ter em conta nesta vertente do turismo em saúde.”