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Barcelos: Congresso sobre fracassos em implantologia junta 250 dentistas

Uma ‘loucura’ que foi abraçada por cerca de 250 pessoas que encheram o espaço e acabaram por validar a necessidade de se discutir o que não corre bem nestes procedimentos. Aliás, João Pimenta – que juntamente com Manuel Neves foi o responsável pela organização do evento – admitiu desde logo que o objetivo da reunião seria de caráter pedagógico.

“Vamos partilhar fracassos e problemas em conjunto para sermos melhores, para melhor tratarmos os nossos pacientes. E vamos fazê-lo dizendo que não queremos objetivar nada nem ninguém. Não vimos aqui com metralhadoras apontadas a nada, nem ninguém. Queremos, em definitivo, fazer parte do processo de implantologia.”

A reunião centrou-se nos fracassos resultantes da própria prática dos médicos dentistas, nomeadamente fracassos resultantes de problemas de oclusão, problemas biomecânicos e de planeamento. Em debate estiveram temas como “Considerações biológicas sobre fracassos em Implantologia”, “Considerações sobre planeamento nos fracassos em Implantologia”, “Considerações oclusais e biomecânicas nos fracassos em implantologia” e “Considerações biomecânicas nos fracassos em implantologia: uma visão laboratorial”.

Entre os oradores destaque para as presenças de Gil Alcoforado, João Caramês, Cesaltino Remédios e Luís Macieira. A moderação esteve a cargo de João Pimenta e, em tempo real, uma pequena equipa liderada por Manuel Neves ia presenteando os congressistas com a literatura de apoio aos assuntos que iam sendo discutidos.

Para João Pimenta, o facto de ter tido uma ‘casa cheia’ veio apenas confirmar o que já sabia: é mais importante discutir os insucessos, do que os sucessos. “Sempre foi. Só que muitas vezes não há coragem para arranjar um grupo de conferencistas e colegas que apresentem comunicações sobre os seus próprios fracassos. É preciso ter uma coragem muito grande, as pessoas não gostam de falar do que falham. E repare nos nomes que aqui estão. Mas também admito que só pessoas com muita experiência em implantologia podem falar de fracassos de uma forma consistente”.

Nota: Ler a reportagem na íntegra na edição Março/Abril da SAÚDE ORAL