Orlando Monteiro da Silva mostrou-se preocupado com o aumento dos casos deste tipo de cancro entre os jovens, sobretudo nas mulheres. Além dos consumos de tabaco e álcool, também os hábitos sexuais dos jovens, associados à transmissão, por via oral, do vírus do papiloma humano contribuirão, segundo o bastonário, para o aumento da prevalência da doença entre os mais novos.
Orlando Monteiro da Silva afirmou que os dentistas, nos seus consultórios, são cada vez mais confrontados com doentes portadores da patologia. Como tal “têm que estar muito alertados, ter um papel muito ativo e estar na primeira linha do diagnóstico precoce e referenciação de cancro oral”.
“É preciso trabalhar muito”, disse, congratulando-se com o facto de a Direção-Geral da Saúde ter manifestado intenção de lançar um programa nacional de cancro oral.