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Saúde

Bebidas energéticas: um risco para a saúde dos mais novos

bebidas desportivas

O consumo regular de bebidas energéticas por crianças pode ter um efeito negativo na saúde, refere a British Dental Asssociation (BDA), que cita um estudo da Faculty of Sport and Exercise Medicine (FSEM) do Reino Unido.

O estudo refere que muitas das crianças entre os 12 e os 14 anos de idade consomem de forma regular bebidas energéticas com elevado teor de açúcar de forma desnecessária.

Os dados são citados pela BDA e indicam que 89% das crianças em idade escolar estão a consumir bebidas energéticas e 68% consomem-nas de forma regular, metade das quais por “razões sociais”.

A investigação olhou para dados sobre 160 crianças de quatro escolas e revela que o sabor doce, o baixo preço e a disponibilidade são os principais fatores que levam as crianças a beber este tipo de bebidas.

Além disso, metade das crianças inquiridas no âmbito deste estudo revela que bebe este tipo de bebidas num contexto social e 80% indica que as compra em lojas locais, referindo o sabor como fator de motivação principal.

Segundo a Faculty of Sport and Exercise Medicine (FSEM) é preciso criar leis mais apertadas que regulem o preço, a disponibilidade e o marketing das bebidas energéticas, especialmente junto a escolas.

Russ Ladwa, do Comité de Saúde e Ciência da British Dental Association, refere que “o aumento do consumo de bebidas energéticas como se fosse qualquer outra bebida junto de crianças é uma causa de preocupação e tanto os pais, como o governo devem estar alerta. Estas bebidas estão recheadas com ácidos e açúcares e podem estar por detrás dos problemas de cáries dentárias que agora vemos em futebolistas de topo”.

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