Quem o diz é Jorge Campos, deputado do Bloco de Esquerda: é preciso trabalhar para combater a iliteracia para a saúde em Portugal. De acordo com o deputado, existem vários centros aptos para lidar com muitos dos problemas com que as urgências se deparam, contudo uma grande parte dos portugueses “ainda não aprendeu a lidar com a saúde”.
“Há uma parte significativa dos portugueses que aparentemente ainda não aprendeu a lidar com a saúde. A consequência disso, um exemplo, é o recurso sistemático aos serviços de urgências quando há centros habilitados para, de uma forma mais eficaz muitas vezes, despistar muitos desses casos que aparecem nas urgências hospitalares”, defendeu.
Para o deputado, trata-se de “uma questão cultural” que deveria ser resolvida para que os portugueses aprendessem a lidar melhor com a sua saúde, o que consequentemente levaria a uma melhoria na sua relação com o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Além disso, Jorge Campos afirmou que é preciso reforçar a autonomia das Unidades de Saúde Familiar, já que “estes centros seriam mais eficazes se tivessem um grau muito maior de autonomia, se pudessem decidir sobre como utilizar determinadas verbas por forma a responder de forma expedita a determinados problemas e a dar-lhes uma solução.”


