Algumas pesquisas daquela universidade norte-americana mostram que doenças periodontais podem contaminar o cérebro com toxinas que, a longo prazo, “podem desencadear uma inflamação cerebral e quadruplicar as probabilidades de ocorrência do Alzheimer”, afirma o cirurgião dentista Sílvio Pardo, citado pelo jornal O Regional.
Segundo o médico, as bactérias que surgem nas infeções da gengiva migram através da corrente sanguínea e podem alcançar diversos órgãos e tecidos. “A saúde da boca, portanto, não diz respeito apenas à boca, mas a todo o nosso corpo”, alerta.
Um outro estudo, da Faculdade de Odontologia de Nova Iorque, também relaciona a saúde bocal com aquela doença degenerativa. A recente investigação mostra que os doentes de Alzheimer possuíam um nível muito mais alto de anticorpos e moléculas inflamatórias, relacionadas a quem teve um histórico de doença periodontal.
Outra correlação apontada é a forma como mastigamos. Uma mastigação incorreta pode acumular uma proteína específica, chamada beta, no sistema nervoso central. Essas proteínas danificam os neurónios e são indicadoras de Alzheimer, acrescenta Sílvio Pardo.