Os cientistas responsáveis pela investigação analisaram um total de 303 crânios dessa época, pertencentes ao Museu de História Natural, e descobriram que apenas 5% possuía sinais de periodontite, um número que contrasta com a percentagem de 30% dos adultos de hoje.
De acordo com a investigação, as doenças da gengiva verificadas na população atual devem-se sobretudo ao consumo de tabaco ou a condições médicas como a diabetes.
Francis Hughes, do King’s College London, principal autor do estudo refere que “ficámos completamente chocados com o facto da periodontite severa ser muito menos comum na população britânica da época romana do que atualmente, apesar de na altura não existirem escovas de dentes nem dentistas.”
Apesar da baixa taxa de periodontite verificada nos crânios, os cientistas descobriram que muitos dos crânios analisados possuíam sinais de abcessos dentários, cáries e desgaste face à idade, o que poderá dever-se à dieta rica em grãos e cereais.


