Em 2014, ao abrigo do Programa Cheque Dentista, foi lançado em Portugal o PIPCO – Projeto de Intervenção Precoce do Cancro Oral – cujos primeiros resultados indicam que foram detetadas 24 lesões malignas, estando ainda em análise 17 lesões suspeitas.
Pedro Trancoso, médico dentista que integra o Grupo de Trabalho Cancro Oral da OMD com a DGS, explica que “a taxa de execução do PIPCO está nos 30%, mas vai subir nos próximos meses. O programa necessitou de alguns acertos informáticos que condicionaram o arranque, mas nos últimos meses a taxa de execução tem sido crescente. A taxa de execução do cheque biópsia está nos 90%, o que quer dizer que os casos suspeitos estão a ser devidamente encaminhados e acompanhados.”
Desde que o projeto foi implementado, a 1 de março de 2014, e até 30 de junho deste ano, já foram utilizados 1.315 cheques-diagnóstico para um total de 4.341 cheques emitidos. Pedro Trancoso refere ainda que “os 24 casos de cancro oral detetados referem-se apenas ao projeto PIPCO, mas existem muitos mais casos. O cancro oral é um dos tumores com taxas de mortalidade mais elevadas, estimando-se que em Portugal a mortalidade associada a esta patologia seja idêntica à dos outros países ocidentais, embora a incidência seja superior à média europeia”.