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Cancro Oral é culpa de pacientes, médicos dentistas e DGS

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O auditório do hotel Vip Executive, em Lisboa, encheu-se para debater a problemática do cancro oral e a sua importância a nível social. Tratou-se de um seminário organizado pela Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) e pela Federação Dentária Internacional (FDI), no passado dia 10 de março, e que contou, entre outros, com a presença do bastonário da Ordem, Orlando Monteiro e o diretor-geral de Saúde, Francisco George.

Para discutir o cancro oral como um problema de saúde pública foi convidado o espanhol Llodra Calvo, professor universitário na Universidade de Granada (Espanha) e o alemão Gerhard Seeberger, professor na Universidade de Cagliari, em Itália.

Este último centrou a sua preleção na apresentação de números e na divisão da incidência da doença por regiões geográficas e pela sua condição de país “desenvolvido” ou “em desenvolvimento”. “Há uma taxa de sobrevivência de 70 por cento nos países desenvolvidos, sendo que nas nações em desenvolvimento o número baixa para os 30”, revelou, acrescentando que, neste capítulo, a Índia é um dos países em destaque.

Quanto à sua prevalência em termos globais, Gerhard Seeberger referiu que “o cancro oral é atualmente o décimo mais relevante”. O profissional lembrou ainda que “o tabaco e o álcool são os principais fatores de risco para esta doença”.

Já o espanhol Llodra Calvo abordou o cancro oral do ponto de vista da saúde pública, sublinhando que “os altos níveis de prevalência da doença em Espanha são culpa dos pacientes, médicos dentistas e Direção-Geral de Saúde”. “Há um atraso muito grande em todo o processo de consciencialização do doente em ir ao médico, deteção da patologia, tratamento, pouca informação… Trata-se de um problema que é grave, mas que caminha, agora, na direção correta”.

O diretor-geral de Saúde, Francisco George, recordou o compromisso do Governo no combate a todos os tipos de cancro, frisando que o oral “está no mesmo patamar de prioridades”. Orlando Monteiro, bastonário da OMD, fez questão de salientar a importância de todos os agentes de saúde, para que haja uma política de prevenção no tratamento da doença. “Os médicos de família e os dentistas são essenciais neste processo de prevenção. Só assim, os custos poderão ser baixos e o número de casos diminuirá”, concluiu.

O seminário contou ainda com as presenças de Elmar Reich, que trabalha desde 2004 na clínica dentária de Biberach, na Alemanha e que abordou a questão da prevenção e tratamento na saúde oral e Sally Hewett, pertencente ao Comité de Educação da FDI, que falou sobre a prática de voluntariado nesta indústria.

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