Os estudos, publicados no Journal of Immunology e no The European Journal of Immunology, referem que as doenças autoimunes ocorrem quando o sistema imunológico ataca o próprio organismo, em vez de o defender das infeções provocadas por vírus, bactérias e células estranhas.
O tratamento das doenças autoimunes, sem o comprometimento do sistema imunológico do paciente, tem sido um grande desafio para os especialistas, o qual poderá vir a ser ultrapassado pela utilização de um outro tipo de células T, os linfócitos T supressores, sugerem os investigadores da Universidade de Purdue.
Os linfócitos T supressores migram para as áreas afetadas pela inflamação e suprimem os linfócitos T sem diminuir significativamente o seu número noutras aéreas do organismo onde estes são necessários para exercer a sua função.
Os investigadores verificaram que na presença de progesterona, os linfócitos T naïve, ou seja, as células imunes a partir das quais todos os tipos de linfócitos T se desenvolvem, diferenciavam-se em linfócitos T supressores. Os investigadores explicam que os linfócitos T naïve podem ser facilmente conseguidos a partir do sangue do paciente, tratados e posteriormente re-injetados.
“Estas células estão a ser direcionadas para se tornarem num tipo de células que já existem no nosso organismo, onde é mantido um equilíbrio entre os linfócitos T inflamatórios e supressores. Estamos apenas a fazer com que a balança penda a favor dos linfócitos supressores, para conseguir reduzir a inflamação. Desta forma conseguimos evitar muitos dos efeitos secundários associados aos fármacos imunossupressores”, explicou um dos autores do estudo.


