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Champalimaud vai avaliar risco oncológico dos portugueses

“A ideia é encontrar uma forma de ajudar os homens e mulheres, mesmo aqueles que não têm sintomas nem queixas concretas, a gerir a possibilidade de ter cancro, antes que ele apareça”, referiu Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud.

A responsável revelou que o programa não tem como objetivo diagnosticar precocemente um cancro, mas sim “ver a pessoa como um todo” por forma a compreender se corre risco acrescido de desenvolver a doença.

“Um médico fará uma leitura global da pessoa e ajudá-la-á a compreender se está ou não com uma situação de risco superior à média e que tipo de comportamento e vigilância deve adotar para evitar esse risco”.

A avaliação terá em conta a história familiar da pessoa e poderá ser complementada com a realização de um estudo genético. “A pessoa fica a saber se deve, ou não, submeter-se mais cedo e com mais frequência aos testes de diagnóstico que existem neste momento para detetar se há uma situação anómala”, concluiu.