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Chicago: Médicos dentistas combatem saúde oral precária em comunidade afro-americana

Dois médicos dentistas a exercer em Chicago, nos Estados Unidos, têm vindo a promover a saúde oral na população masculina afro-americana, visto ser o grupo que apresenta mais problemas dentários.

Mary Mitchell, colunista do “Chicago Sun-Times”, abordou este tema no referido jornal e citando a American Dental Association (ADA), mais de 50% dos homens afro-americanos apresenta perda dentária, sendo o grupo a apresentar menos probabilidades de recorrer a tratamentos para resolver este problema.
Os homens da comunidade afro-americana possuem também a maior taxa de cancro oral e a menor taxa de sobrevivência de doença em relação a qualquer outro grupo.
«A razão pela qual as estatísticas são tão alarmantes reside no facto de os homens não realizarem check-ups, apesar do cancro oral ser mais prevalente na comunidade afro-americana», explicou Patrick Smith, graduado na Harvard University School of Dental Medicine a Mary Mitchell, citado pelo “Medical News Today”.
Para Patrick, a «parte triste» deste assunto, que envolve os homens da população afro-americana e a saúde oral, é que «muitos deles possuem seguro de saúde e não vai [ao médico dentista] por medo, preconceito ou por completa ignorância sobre o que se passa dentro de um consultório dentário».
Patrick referiu ainda que quando um homem daquela comunidade entra num consultório e «observa a forma como as coisas acontecem apercebe-se de que essas ideias não tinham qualquer fundamento».
Face a esta situação, Patrick Smith estabeleceu uma parceria com Ozzie Smith, da University of Michigan School of Dentistry, para abrir uma clínica dentária na comunidade de Hyde Park de Chicago que visa impulsionar a educação oral entre aquela comunidade, dando-lhe mais visibilidade.

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