Segundo os investigadores, “apesar das metástases serem comuns, a maioria das células tumorais que viajam pela corrente sanguínea morrem antes de chegar ao destino.” No caso do cancro do pulmão, as células cancerígenas conseguem, ocasionalmente, infiltrar-se no cérebro, mas muito poucas sobrevivem tempo suficiente para desencadear novos tumores.
Joan Massagué, investigador responsável pelo estudo, quis descobrir os motivos pelos quais algumas das células cancerígenas morrem e outras são bem-sucedidas na infiltração em diferentes partes do corpo, tendo identificado os genes e proteínas que controlam a sobrevivência das metástases do cancro da mama e do pulmão no cérebro.
Segundo Massagué, estes fatores de sobrevivência podem servir de alvo a novos fármacos para diminuir o risco de metástases. Isto porque os especialistas acreditam que existe um único mecanismo que torna as células cancerígenas capazes de colonizar diversos órgãos.
A equipa adianta que esta descoberta, que identificou diversos mecanismos que os medicamentos poderão atacar, traz também novas possibilidades para a compreensão e estudo da biologia e da metástase, oferecendo potencial para o aparecimento de novas terapias assentes no fortalecimento dos impedimentos naturais a este processo.


