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Cientistas descrevem mecanismo que leva células estaminais a reparar lesões dentárias

As células estaminais têm capacidade de dar origem às células especializadas que constituem os tecidos e órgãos do nosso corpo. De acordo com os cientistas, com esta descoberta será possível começar a investigar estratégias terapêuticas que permitam aumentar a capacidade natural destas células para reparar lesões.

Publicados na revista científica Stem Cells, os resultados indicam que quando uma lesão dentária surge, as células estaminais adormecidas na polpa dentária ‘acordam’ e tentam reparar o dente através de um processo que até aqui era desconhecido para a comunidade científica.

Com esta investigação, os cientistas conseguiram extrair e isolar células estaminais dentárias, que posteriormente foram analisadas em detalhe, o que permitiu identificar cinco recetores específicos para dopamina e serotonina na sua superfície, dois neurotransmissores que são essenciais para o organismo.

“A presença destes recetores na superfície destas células estaminais indicam que estas têm a capacidade de responder à presença de dopamina e serotonina no caso de ocorrer uma lesão”, explicam os cientistas. As conclusões acabaram por indicar que as plaquetas, ativadas por uma lesão dentária, são responsáveis por libertar uma grande quantidade de dopamina e serotonina. Depois de libertados, estes dois neurotransmissores ‘recrutam’ células estaminais para reparar os dentes.

“Atualmente, os dentistas utilizam hidróxido de cálcio e biomateriais baseados em fosfato tricálcico para reparar dentes e as lesões. Estes resultados levam-nos a pensar que pode haver outras estratégias terapêuticas que magnifiquem a capacidade natural de reparação dos dentes sem utilização de materiais de substituição”, revelam os cientistas responsáveis pela descoberta.

Saiba mais. [1]