Um grupo de engenheiros e biólogos daquela universidade conseguiu provar, através de um modelo computacional, que a pele do corpo humano tem células estaminais adormecidas que são ‘despertadas’ quando necessário, promovendo a renovação das células.
Os investigadores de Sheffield, que trabalharam em conjunto com uma equipa da empresa norte-americana The Procter & Gamble, desenvolveram um modelo computacional que simula a renovação celular da pele, o maior órgão do corpo humano. Esta pele virtual foi usada para testar as três principais teorias de renovação celular, durante uma investigação que se prolongou por três anos.
“A teoria que funcionou foi a que assenta na existência de células estaminais, que estão adormecidas na camada mais profunda da epiderme”, explica Xinshan Li, uma das investigadoras responsáveis pelo estudo. “Estas células são ativadas quando a pele é danificada ou quando as outras células envelhecem e perdem capacidade de renovação”, acrescenta.
O modelo revelou que, com a idade, o corpo humano vai perdendo estas células adormecidas, o que faz com que a regeneração da pele se torne mais lenta e menos eficaz. “Quando percebermos melhor este mecanismo será possível encontrar maneiras de combater os efeitos do envelhecimento da pele”, sublinha a investigadora.


